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“Na minha última crise queriam me entubar”, paciente com DPOC relata os desafios de conviver com a doença

Aprovado no Brasil para o tratamento de sete doenças, o dupilumabe — primeira terapia inovadora a demonstrar redução de até 34% nas crises da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica com inflamação do tipo 2 (DPOC T2I)[1],[2] — está atualmente em avaliação pela ANS para possível incorporação à lista de cobertura obrigatória dos planos de saúde

 

São Paulo, agosto de 2025 – Desenvolver atividades do cotidiano como andar, subir escadas e até pentear os cabelos ou tomar banho podem ser um desafio para algumas pessoas. Esse é o caso do motorista de aplicativo Alex Manesco, 63 anos. Quem entra em seu carro, não faz ideia de que ele é um dos pacientes que precisam adaptar a rotina e sofrem para conseguir realizar afazeres simples, após ter sido diagnosticado com a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). 

Alex conta que descobriu que tinha um problema pulmonar grave em 2010, mas o caminho até lá não foi fácil. Após consulta com um pneumologista devido a sintomas que ele acreditava serem relacionados ao tabagismo, constatou que o caso poderia ser mais grave. “O médico me disse que [os sintomas] estavam levando mais para um enfisema [pulmonar] ou DPOC, por causa da quantidade de cigarros que eu fumava e que isso ia me matar”, conta ele. 

A virada na trajetória de Alex ocorreu entre 2014 e 2015, quando conheceu uma passageira que participava de uma pesquisa sobre DPOC no Instituto do Coração (Incor). Ao compartilhar sua experiência, foi convidado a integrar o estudo e, desde então, participa de pesquisas clínicas sobre a doença.

Entendendo a DPOC e seus impactos 

A DPOC, que afeta a capacidade pulmonar e reduz significativamente a qualidade de vida, é considerada a terceira causa de mortalidade no mundo e a quinta no Brasil, afetando milhares [PR1] de brasileiros acima de 40 anos[3].

O médico pneumologista Adalberto Rubin explica que é importante prestar atenção em pequenos sinais durante atividades cotidianas. “Os sintomas da DPOC surgem de forma lenta e podem passar despercebidos no início. Por isso, é importante se atentar se há falta de ar ao fazer atividades simples como subir escadas. Outro ponto é entender se há uma evolução na dificuldade de respirar ao realizar outras tarefas do dia a dia que antes não causavam desconforto respiratório,” diz ele.

Apesar de conseguir manter sua atividade como motorista, por permanecer sentado durante o trabalho, Alex representa uma exceção. Uma parcela dos pacientes[PR2]  com DPOC enfrenta limitações severas que os impedem de continuar trabalhando. Um estudo recente, intitulado “Perfil dos beneficiários com aposentadoria precoce por doença pulmonar obstrutiva crônica e sua carga econômica entre 2014 e 2023 no Brasil”, revelou que a DPOC gerou um impacto superior a R$ 1 bilhão no sistema previdenciário brasileiro, em relação aos novos benefícios cedidos neste período, sendo as aposentadorias precoces o principal catalisador desse custo[4].[SF3] 

Tratamento imunobiológico traz esperança para pacientes com DPOC

Em um subgrupo de pacientes com DPOC, a doença está associada à inflamação do tipo 2, o que gera crises cada vez mais graves com piora da função pulmonar, mesmo com o uso das terapias triplas inalatórias[SF4] [MB5] .[5]Esses pacientes não contam hoje com nenhum tratamento adicional à essas terapias triplas inalatórias que seja específico para o perfil deles. [SF6] 

Em meio a esse cenário, uma nova perspectiva surge com o avanço dos tratamentos. Em 2024, a Anvisa aprovou um imunobiológico para pacientes adultos com DPOC não controlada associada à inflamação tipo 2 — condição identificada por altos níveis de eosinófilos no sangue[6]. O dupilumabe, primeira terapia-alvo para a doença, bloqueia os receptores das interleucinas 4 e 13, responsáveis por esse tipo de inflamação, e representa um marco no tratamento das formas mais graves da doença1,2.

“É fundamental que os pacientes tenham acesso aos tratamentos mais inovadores, não apenas para melhorar sua qualidade de vida, mas também para reduzir o impacto socioeconômico que a doença pode causar[7]”, afirma o Dr. Rubin.

Considerando a situação dos pacientes com DPOC não controlada associada à inflamação tipo 2, A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está atualmente avaliando a incorporação do imunobiológico à lista de cobertura obrigatória pelos planos de saúde. A consulta pública está aberta até dia 01 de setembro, e os interessados podem enviar sua contribuição acessando bit.ly/meusopro

Sobre a Sanofi    

Somos uma inovadora empresa global de saúde, movida por um propósito: buscamos os milagres da ciência para melhorar a vida das pessoas. Nossa equipe, ao redor do mundo, dedica-se a transformar a prática da medicina, trabalhando para tornar o impossível possível. Fornecemos opções de tratamento potencialmente transformadoras e proteção vacinal que salva vidas para milhões de pessoas em todo o mundo, ao mesmo tempo em que colocamos a sustentabilidade e a responsabilidade social no centro de nossas ambições
 

[1] Halpin DMG, Singh D. What’s new in the 2025 GOLD report. J Bras Pneumol. 2025 Mar

31;51(1):e20240412. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12097743/

Acessado em 6 de junho de 2025.

[2] Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD). Global Strategy for Prevention,

Diagnosis and Management of COPD: 2025 Report. Disponível em: https://goldcopd.org/2025-

gold-report . Acessado em 12 maio de 2025.

[3] BRASIL. Ministério da Saúde. Você Sabe o Que É a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)?

Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-brasil/eu-quero-parar-de-fumar/noticias/2022/voce-sabe-o-que-e-a-doenca-pulmonar-obstrutiva-cronica. Acesso em: 18 ago 2025

[4] Faleiros, PAM et. Al. Perfil dos beneficiários com aposentadoria precoce por doença pulmonar obstrutiva crônica e sua carga econômica entre 2014 e 2023 no Brasil. Apresentado no Congresso da SBPT, Florianópolis, 2024

[5] SANOFI. O papel da inflamação tipo 2 na DPOC. Campus Sanofi, s.d. Disponível em:

https://pro.campus.sanofi/br/copd/artigos/papel-da-inflamacao-tipo-2. Acesso em: 23 jul. 2025.

[6] ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resoulção-RE nº 3.147, de 29 de agosto de 2024. Disponível em: https://www.in.gov.br/web/dou/-/resolucao-re-n-3.147-de-29-de-agosto-de-2024-581531506

[7] Nascimento L, Rabahi M, Souza M, Kozlowsky I, Farjun B, Fidalgo A. Custos sociais da DPOC: o impacto sobre os anos de vida saudável e a perda de produtividade no Brasil entre os anos de 2017 e 2022. Jornal Brasileiro de Economia da Saúde [Internet]. 2024 Oct 2 [cited 2024 Oct 31];16(2):87–97. Available from: https://www.jbes.com.br/index.php/jbes/article/view/507  

Nayrim Pinheiro
11983263115
[email protected]

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